domingo, setembro 24, 2017

Refugiados



Deixamos de lado
Nossas casas
Nossas coisas
Nossos amigos
Nossos parentes
Aqui estão apenas
As nossas vidas.

Diante inexpugnável muro
Não de tijolos,
Não de pedra,
Não de aço,
Mas de ódio!

Suplicamos em vão.
Firmes rostos de pedra
Nos olham com desprezo.

Mas surge uma brecha:
Alguns corações ainda vacilantes
Sem ter endurecido totalmente
Nos dizem:
– Passem, enquanto olhamos pro outro lado.


© Alvaro Domingues 2017

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